
O deus-pai Pinheiro apanhou um bloco de mármore, como este de quartzo que cá temos, e cinzelou nele para dar forma a uma humana figura. E convocou o deus-pai todos os outros deuses e pediu a cada um deles para lhe proporcionarem um dom, um poder, uma definição, a essa nova trovaitriz, um século depois:
O roteiros imaginários (ou não) são uma versão fantasiosa dos roteiros biográficos. Exigem por parte das participantes a capacidade de se deslocar a outros lugares pois o espaço em que se desenvolvem não deixa de ser uma metáfora doutros espaços.
Os roteiros imaginários (ou não) nascem da leitura atenta da obra das autoras roteiradas e não são outra cousa que uma escusa para partilharmos os seus textos.
A autora que hoje nos ocupa é María Mariño.
Construimos este roteiro apoiadas na leitura da Obra completa (Xerais,1994) que recolhe os livros Palabra no tempo e Verba que comeza e más allá del tiempo. O libro inédito de 1965 (Alvarellos, 2007) ademais de artigos, poemas e entrevistas disponíveis na rede.
PARADA 1: Monumento quartzo
E Otero Pedrayo outorgou-lhe a beleza e doçura das raparigas montanhesas: “flor de farinha dos rodicios do mar nas súas areas, xustillo sedán do moito porqué nas súas terras, un doce rendimento de rexa montanha...” [1]
E Novoneyra asignou-lhe mãe, guia, caminho e cárcere: “un diante istes poemas de María Mariño escrama con non menor emoción: Naceunos unha nova Rosalía”
E disse Manuel Maria: vai ser intuitiva e natural, telúrica no saber, unha poeta cujos acertos nascem da falha: “Posiblemente a súa pouca formación gramatical levouna a cometer incorreciós -que non erros- sintácticos e lexicográficos que supuxeron sorprendentes achédegos estilísticos e poéticos” [2]
E aí afondou Novoneyra: “María Mariño, quizabes o poeta que menos libros leeo, que cáseque non leeo libros, parte sempre da cultura i a fala popular i é, pola súa incontaminación libresca, a máis válida, toma da alma galega” [3] A poeta pura. A pura poeta.
E Méndez Ferrín colocou nela o misticismo: “esa ruptura interior do idioma (...) e conseguinte dislocación e confusión das categorías gramaticais, prodúcese en función da loita por comunicar a súa experiencia mística de aniquilación” [4]
E Victoria Armesto, deusa fémina entre deuses, optou por outorgar-lhe o dom da melancolia: “...Si uno se fijaba, no le faltaba belleza, y lo más impresionante en ella eran los ojos, tan negros, tan tristes” [5]
E veio depois Agrafoxo e arredondou o feitiço biografando uma mocinha complexa, solitária, sonhadora, melancólica e rebelde: aí vai a tola a sonhar! Um mistério por resolver.
E foi Borobó quem certificou o fim de obra insuflando vida dependente e subordinada: “¿Quién es María Mariño Carou, la noyesa del Caurel? Es una invención de Novoneyra em el sentido que se le da a la palabra invención cuando se habla del hallazgo del cuerpo del Apóstol.” [6]
Como bem indica María do Cebreiro [7] colocar na alteridade era a única maneira de fazer possível o impossível: uma costureira humilde metida a mestra de escola poetando em galego. Perante esta pandora falsa criada polos deuses do olimpo, María Mariño põe-se em pé e define-se:
PARADA 2: vagonetas e carris
Como Emily Dickinson recluída no seu quarto, assim nos fazem a María Mariño: La más reducida ventana de las cinco // que hoy invaden de oxígeno mi // estancia // es mi verdadero aposento[9].
Lá fechadinha no seu Courel, limitada nos cumes, sem horizontes de leituras nem escrituras, depressiva de condição, triste e melancólica, deitando versos como medicina contra a histeria. A tola do monte. A doente prendida na dor.
Porém, a biografia. Aquela que nós nem imaginamos nem inventamos: Noia, Escarabote, Algorta, Arçua, Elantxobe, San Finx, Lugo, Monforte, Madrid, A Corunha. Lugares de pré-guerra, guerra e posguerra que a poeta transitou. Rural, cidade, costa e interior. República, bombardeios e 25 anos de paz acalada.
Quantas vezes chegou a esta estação a poeta, quantas vezes apanhou um destes comboios, quantas vezes deixou os cumes atrás.
En este 59, año de abundantes tormentas por cierto... se nos ocurrió ir a pasar nuestras largas vacaciones a la capital de España, a casa de mais hermanos. Pienso em el decisivo momento de sacar nuestro billete de tercera clase por lo difícil que suponía para nosotros el poder viajar em condiciones más cómodas, por la carestía de la vida, etc., etc, etc,.
- Iremos cómodos -dijo mi esposo mirándome fijo como adivinando mi sentimiento-. Como circula otro tren por la vía nueva, no hay nada que temer -concluyó dirigiéndose a la taquilla mientras yo le seguí com la mirada sin articular palabra alguna, aunque terriblemente preocupada. Desde el Movimento Nacional de España es verdaderamente terrible el poder realizar cualquier viaje em tercera por verse los pasillos de los trenes enteramente abarrotados hasta llegar al peligroso momento de tener que apearse la gente por las ventanillas, mientras outros voceaban sin poder acomodarse...[10]
E nessas saídas a impossibilidade de uma biblioteca, de uma livraria, de um simples quiosque onde fazer-se com leituras. A impossibilidade de ver amizades e família que emprestem livros, que falem das cousas do mundo, que acompanhem na festa e na atenção à vida. A limitação da cela. A escuridão do lar e a olhada encastrada em uma janela:
A mi regreso
A pesar de ser un día de junio, era lluvioso y gris. De cuando en cuando se veían por las veras de estampados tejados, armoniosos flecos de agua cristalina pareciendo teñidos por el Arco Iris que cruzaba la comarca.
Niños vecinos que había dejado, eran magníficos adolescentes, me miraban quietos como avergonzados por haber dejado de ser niños...
¡Habla el mar en la caída de la tarde de este mi día de junio!
Ambiciosas rocas se yerguen en bandadas de gaviotas, cuando corros de barcas se esparcen por la plateada ría, hora tras hora. Estas diminutas embarcaciones, como nidos empotrados en el mar, no se mueven, permanecen ancladas donde sus redes posan al pez.
Mujeres como puntos suspensivos se divisan en la amplia playa de fina arena blanca, extrayendo de esta el siempre nuestro sabroso marisco.
Una voluminosa nube de palomas tejen sus amores sobre los cañones que posan en la torre de una señorial casa vecina, pareciendo por ello simbolizar el caminar del tiempo que a su paso elaboran con el paisaje que dibujan sus plumas.
Toca en la parroquial iglesia como si fuese de ánimas. Paso a paso mujeres cubiertas con ligeras mantillas acuden a las enlutadas llamadas envueltas ya en la vera del crepúsculo. Como un presentimiento llega a mí que debo acompañarles. Dejo la pluma[11].
PARADA 3 : Sombras do regato.
Estamos na paragem d’Os Corvos, nas redondas de Parada do Courel. É nestes espaços onde antigos alunos lembram María Mariño a ler e escrever, “deitada(os) sobre a herba, e gozando dos momentos que nos ofrece a vida, à sombra duns castiñeiros que eran moi frescos e sombríos para descansar nas primeiras calores da primavera e do verán”[12].
Carrega a poeta com uma daquelas maldições descritas por Joanna Russ[13]: a de ser autora de uma só obra (em vida). Autora espontânea e casual, que botou uns versos e encertou. Uma casualidade, macaquinha que tecleia o Quixote sem dar por isso: Una mañana del año 1957, diez años después de haber llegado al Caurel, Maruja se levantó y, en vez de entregarse a las faenas domésticas (era una buena cocinera, aunque no le gustaba guisar), cogió un papel y un lápiz y, por primera vez en su vida, se puso a escribir. // Cuando Roberto salió de la escuela, María le recitó aquel primer verso en gallego y le preguntó: “¿te gusta?”. “Está bien -le contestó Roberto -. ¿Quién lo escribió?”. // “Yo”, le contestó María. “¿Tú? - se asombró su marido -. “Sí, yo – dijo ella impaciente – y es muy fácil”. Desde entonces era raro el día en que no escribía un poema...[14].
Perante isto a poeta indócil. Aquela que escreve desde sempre, como teimam em lembrar outras testemunhas: “La tía Maruja escribía y leía mucho. A cualquier persona le hacía una poesía. Fue siempre así. Las hacía con amor y dulzura. Era muy inteligente y muy lista. Siempre escribía deprisa y llenaba muchas páginas”[15]. Aquela que quer escrever por cima de todo, a que truca por poder publicar, aquela que viaja a Madrid e Riba’d’eu na procura de editor, a que pede ajuda a Ánxel Fole. A que teima, com feroz vontade, em deixar um livro fechado e rubricado quando venta no ar dos cumes o alento da morte, essa amiga.
Reparai nos títulos dos livros: Palabra no tempo e Verba que comeza. No princípio é o verbo e no final é a palavra.
PARADA 4: Poço da mina
Este espaço de San Finx foi tão insignificante nas primeiras achegas à vida de María Mariño como marcante na sua biografia. Cá veio, acompanhada do seu homem, no verão de 1946, aínda “que antes ya estuviera em las minas cogiendo wolfran, como hacían outras mujeres de aquellos lugares después de la guerra”[18]. A roubacha das humildes. Vinha o casal de Elantxobe e iria para o Courel quando começasse o ano escolar. Cá vivia a sua mãe e cá vivia um seu irmão, Emilio. Outros dizem que veio porque estava Don Teo de médico e oferecia uma garantia de saúde. María carregava barriga grande e nova vida a latejar no útero. Como tantas, vinha parir ao arrimo materno, para ter ajuda nas primeiras semanas.
Porém, o choque. A força e a violência da morte. O meninho, Roberto, falecerá semanas depois de nascer. Seguirão-lhe, nos messes que venham, a mãe e dous dos irmãos.
E sim, chegou o poço, este poço, que mata e sepulta sob toneladas de terra pulmões sem ânsia já para respirar. A poeta sumiu em uma funda depressão, ou um luito com dó enorme. Quem não, com tantas pessoas queridas perdidas em tão tempo pouco!
Foi transformado esse estado em essência, sem diferenciar o ser do estar: María Mariño teve depressão, não era depressiva. Isto limitou enormemente as leituras da sua obra, olhada só do modo biografista e procurando a doença em cada verso. Acordam-nos as tolas, as negadas, a Silvia Plath, ou a Anne Sexton, ambas com depressões post-parto e recluídas no espaço único e absoluto da tristeza. Gostamos da olhada da Marica Campo[19], quando fala de escrever porque reborda o copo ou porque este está baldeiro. Umas vezes escreverá Mariño desde a plenitude, outras desde a desdita, mas sempre escreve, afirmando a sua identidade, a sua presença: eu sou e não me divido.
Silvia Plath poetou[20] a perda de uma criança e acho que bem poderia servir para a Mariño. Imaginamo-la assim, nas noites de invernia do Courel:
SEGUNDA VOZ:
PARADA 5: Chan das Minas, acarão dos tocos de eucalipto.
Acima destas escadinhas entre tocos, houve uma casinha de escola. Cá nesta casinha vivia María Mariño com o seu homem. Nessa dali, assim, porta com porta, os Novo Neira, que acolheram o casal quando se instalou em Parada do Courel, que prenderam cozinha de ferro e aqueceram caldos quando a poeta esteve doente.
E chegou a maldição mais grande de todas as descritas por Joanna Russ: ela não era ela, era ele. Não escreveu ela, mas Uxío Novoneyra. Bom, escreveu ela, mas ele revisava e riscava o mau e acrescentava o bom. Bom, escreveu ela, mas imitava-o a ele.
E mais: bom, fez ela, mas só escreveu porque ele a animou. E mais: a ver, há escritos velhos dela que confirmam que não era boa até ele aparecer.
Porque parece que a prática contínua de escrita e leitura não dão por si melhora. Não há ofício que se aprenda, só a inspiração soprada ao ouvido por um dos deuses do galego olimpo.
Perante isto a mulher que resiste.
Uma autora que toma as suas próprias decisões e que não se submete, como lemos nesta carta a Ánxel Fole:
Distinguido amigo: le envío el original de mi libro Más allá del Tiempo tal y como hemos quedado de hacerlo durante los últimos días de nuestra estancia em essade tan grato recuerdo por su amable compañía. Si hace el favor al recibirlo me lo participa para mi tranquilidad. Muchos de los poemas están hechos años antes de Palabra no tempo. Novoneyra me há escuchado algunos a duras penas. A pesar que le gustaban mucho, decía que eran buenos, con todo y ello no quería oír nada em castellano. Cosa extraña esta...
Roberto y yo agradecemos la crónica hecha por v. GRATA VISITA, muy bonita por cierto, está hecha com mucha poesía. Nos la mandó un amigo de Quiroga, nosotros tenemos La Voz de Galicia.
¿Qué impresión le dará este libro? Vamos a verlo. Tengo que darle otros reparos. Las faltas me aturden, y hoy con los 39 que para mí marca la voz mercurio em termómetro más todavía, casi no veo las letras. En la máquina surgen más faltas, por estar yo aprendiendo, claro. (.../...)[21]
Temos cá uma autora que se afirma escrevendo desde há tempos, que nega a autoridade de Novoneyra, que vive tão isolada que recebe um jornal na casa e que com 39 anos anda a aprender a escrever a máquina, para poder governar todo o processo de escrita.
Aclaremos: a amizade não pode ser negada. Deu-se uma irmandade íntima entre o poeta courelão e a María Mariño. Provavelmente a orientou na exploração de novos autores e autoras, apresentou-lhe novas leituras, mediou com outros inteletuais, partilhou com ela textos (não só ela com ele); puideram conversar, e muito, sobre literatura. O que fazemos as segadoras nesta intimidade que é A Sega. O mesminho. Sem que ninguém nos negue a individualidade das nossas propostas literárias. Ou sim.
PARADA 6. Boca da mina luminiscente
Os furados, os ocos, acompanhando e contrastando os cumes, têm alta presença simbólica nos poemas de María Mariño. Furados, ocos, poças, que bem podem ser naturais ou como este picado com a força e a vontade humana:
Escondem os buracos e essência da fenda, a abertura funda da terra pola que podem esvair os significados, o sentido, a luz que clarifica o entendimento. Porém, também há covas furadas na procura do mineral precioso, do musgo diferente e bio-luminiscente[24], que na escuridade alumeie os significados, o sentido, o entendimento. Faz isto María Mariño com a língua: preme, rompe, combate, bate no mineral, na terra, na sintaxe convencional[25], até dar com o vocábulo exato. Confundiu isto muita crítica: cava na terra da horta, nas palavras do quotidiano, e muitos só conseguiram ver simplicidade, ignorância, rudeza, no domínio que a poeta mostrou do pico, da pá, da dinamita. Já nos adverte Ma Xosé Queizán: “Que ningunha mente simple atribúa esta ruptura lingüística à ignorancia, ao descoñecemento das leis da escrita! Novoneyra alcumouna de “dinamiteira da fala”. Pero non se limita a dinamitar. Non caen os anacos ao chou, non deixa palabras perdidas.”[26] Porque conhece os perigos da mina e sabe que há que reforçar com traves no avanço da cova.
Parada 7: Cantina velha
María Marinho leva com ela a maldição das costureiras: deixar os olhos no trabalho sem a terra lhe luxar as unhas, poder andar de casa em casa, como esta na que estamos, com a liberdade que outras não tinham. Já o diz o cancioneiro:
PARADA 8: Parque diante do restaurante
“Lo escribió ella, pero fíjate sobre qué cosas escribió se convierte en Lo escribió ella pero es incomprensible / está mal escrito / es poco consistente / irregular / poco interesante, etc, una afirmación que no tiene nada que ver con Lo escribió ella, pero soy incapaz de entenderlo (en cuyo caso el fallo puede estar em el lector). Detrás de Lo escribió ella pero es incomprensible está la premisa: lo que no entiendo, no existe[32]”.[1]Cito a través de Montse Penas: Letras Galegas María Mariño, unha análise da recepción da obra da poeta: https://culturagalega.gal/album/detalleextra.php?id=4177 , pág. 271.
[2]Agrafoxo, Xerardo e Xogaina, Suso: María Mariño. Retrato dunha vida. Concello de Noia, 2007. pág. 167.
[3]Agrafoxo, Xerardo e Xogaina, Suso: María Mariño. Retrato dunha vida. Concello de Noia, 2007. pág. 187.
[4] Agrafoxo, Xerardo e Xogaina, Suso: María Mariño. Retrato dunha vida. Concello de Noia, 2007. pág. 187.
[5] Idem, pág. 174.
[6]Cito a través de Penas, Montse: Letras Galegas María Marinho, unha análise da recepción da obra da poeta: https://culturagalega.gal/album/detalleextra.php?id=4177 , pág. 270.
[7]https://consellodacultura.gal/mediateca/extras/CCG_ig_pub2001_Festa-da-Palabra_21.pdf, pág. 40.
[8]Verba que comeza, in Mariño, María: Obra completa. Xerais 1994, pág. 147.
[9]Fragmento de Mi Ventana em Mariño, María: mas allá del tiempo. O libro inédito de 1965. Alvarellos 2007, pág. 78.
[10]Fragmento de Mi Viaje y el niño em Mariño, María: mas allá del tiempo. O libro inédito de 1965. Alvarellos 2007, pág. 112.
[11]Mariño, María: mas allá del tiempo. O libro inédito de 1965. Alvarellos 2007, págs. 86-87.
[12]Xosé Vila García, aluno da escola de Roberto Posse, en Agrafoxo, Xerado e Xogaina, Suso: María Mariño. Retrato dunha vida. Concello de Noia, 2007, pág 168.
[13]http://www.asega-critica.net/2019/01/como-escrever-ao-galope-por-susana-s.html
[14]Victoria Armesto, citada através de Agrafoxo, Xerado e Xogaina, Suso: María Mariño. Retrato dunha vida. Concello de Noia, 2007, pág 176.
[15]Teresa García Marinho, sobrinha, em Agrafoxo, Xerado e Xogaina, Suso: María Mariño. Retrato dunha vida. Concello de Noia, 2007, pág 151.
[16]Verba que comeza, in Mariño, María: Obra completa. Xerais 1994, págs. 187-188.
[17]Palabra no tempo, in Mariño, María: Obra completa. Xerais 1994, pág. 132.
[18]Afirma-o a sobrinha, Teresa García, en Agrafoxo, Xerado e Xogaina, Suso: María Mariño. Retrato dunha vida. Concello de Noia, 2007, pág 128.
[19]Campo, Marica em Publicar na madurez: https://culturagalega.gal/album/docs/7_marino_publicarnamadurez.pdf
[20]Plath, Silvia: Três mulheres: https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/235407/001137004.pdf?sequence=1&isAllowed=y , pág 89. Tradução de Maria Della Valle.
[21]Reproduzida por González, Helena, no estudo introdutório de Mariño, María: mas allá del tiempo. O libro inédito de 1965. Alvarellos 2007, pág. 27, sublinhados da minha responsabilidade.
[22]Verba que comenza, in Mariño, María: Obra completa. Xerais 1994, págs. 171-172.
[23]Palabra no tempo, in Mariño, María: Obra completa. Xerais 1994, pág. 113.
[24]E paramos para gozar da carriça luminosa na boca da mina: https://gl.wikipedia.org/wiki/Carriza_luminosa
[25]Palavras que usou novoneyra para definir o seu trabalho com a língua.
[26]M.a Xosé Queizán, em Publicar na madurez: https://culturagalega.gal/album/docs/7_marino_publicarnamadurez.pdf
[27]Verba que comenza, in Mariño, María: Obra completa. Xerais 1994, pág. 156.
[28]Palabra no tempo, in Mariño, María: Obra completa. Xerais 1994, pág. 143.
[29]Schubarth, Dorothé e Santamarina, Antón: Cancioneiro Popular Galego.
https://cancioneiro.fundacionbarrie.org/volumen1/letras/cancioneiro_vol_1_Tomo_2.pdf, pág. 33.
[30]Ramón Alcalde Lago, aluno da escola de Roberto Posse, en Agrafoxo, Xerado e Xogaina, Suso: María Mariño. Retrato dunha vida. Concello de Noia, 2007, pág 90.
[31]Mariño, María: mas allá del tiempo. O libro inédito de 1965. Alvarellos 2007, págs. 91-92
[32]Russ, Joanna: Cómo acabar con la escritura de las mujeres. Editorial Dos Bigotes / Editorial Barrett 2018. Pág. 10.
[33]Palabra no tempo, in Mariño, María: Obra completa. Xerais 1994, pág. 141.
[34] Citada através de Fernández Rodríguez, Manuel: A combustión espontânea de María Mariño. Mística e palabra. RAG pág. 23. https://publicacionsperiodicas.academia.gal/index.php/BRAG/issue/view/31/31
[35]Verba que comenza, in Mariño, María: Obra completa. Xerais 1994, págs. 169-170.





Ningún comentario:
Publicar un comentario